Academiæ

"Me disseram que pensar era ingênuo, e daí? Nossa geração não quer pensar. Pois que pense, a que há de vir."

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Unbreakable – Corpo Fechado

Muito bom, surpreendente feito de M. Night Shyamalan.

Dizem que quem avisa amigo é, então se você já começou a ler esse post sem antes ter assistido o filme pare e vá até a locadora mais próxima (ou faça o download dele se sua net for boa ^^) e depois volte e diga o que achou.

A proposta foi interessante: filmar uma história em quadrinhos, com seus respectivos personagens fantásticos, como um drama realista (conflitos domésticos). A idéia era criar um contraste violento – mas nada óbvio, já que isso só é percebido lentamente, entre a narrativa tradicional de uma HQ, com muita ação e ritmo alucinante, e o que efetivamente está na tela, um lento e sombrio deslocamento dos personagens rumo à sua verdade existencial reveladora. Verdade que, engenhosamente, também só será descoberta pelo espectador no fim. E estou até agora revendo o filme em meus pensamentos. Puxa! Finalmente fizeram um filme que trata os quadrinhos com o respeito que nós amantes dos bons e velhos gibis podemos assistir sem medo (já era tempo né?!) Atente para todos os detalhes do filme: música, informações, atuação, desenrolar. Do começo ao fim, o filme é perfeito, destaque para a primeira “missão” do Sentinela.

Sinopse:

atuação brilhante desse dois, melhor que em Duro de Matar 2

David Dunn, é o único sobrevivente de um terrível acidente de trem, dias depois de seu acidente ele é procurado pelo estranho Elijah Price, que tenta convencê-lo que ele é como atributos e capacidades além de um homem comum.

Enredo (Primeira Parte):

Elijah Price (interpretado por Samuel L. Jackson) nasce com o tipo 1 da Osteogênese Imperfeita, popularmente conhecida como Osso de Vidro uma doença rara na qual os ossos se quebram facilmente. Durante suas muitas estadias no hospital onde seu único passatempo era ler histórias em quadrinhos, Price teoriza, que se ele é frágil, deve existir alguém que é o seu oposto, alguém “inquebrável”.

Anos mais tarde, o guarda de segurança, David Dunn (atuação de Bruce Willis), também está procurando significado na sua vida. Há muitos anos, ele desistiu de uma promissora carreira de futebol americano para se casar com seu grande amor, Audrey (Robin Wright Penn), depois que se envolveram em um acidente de carro. No entanto seu casamento esta se dissolvendo, para a angústia de seu jovem filho, Joseph (Spencer Treat Clark). Retornando de uma entrevista de emprego em Nova York, David e o único sobrevivente de um terrível acidente de trem que mata 131 pessoas, é um detalhe: David não sofre nem um arranhão. David é contactado pelo já adulto, Elijah, que apresenta a teoria de que David pode ser um tipo de super-herói igual aos das revistas em quadrinhos.

Um heroi possível. Melhor que Kick-Ass.

SOBE AS MINHAS LENTES:

Em Unbreakable (Corpo Fechado é o titulo de lançamento no Brasil, convenhamos que mais uma vez os tradutores fizeram um serviço porco com essa tradução) o diretor e roteirista M. Night Shyamalan, fez um trabalho incrível, a figura do herói e do vilão aqui foram tão bem elaboradas que nos leva pensar “O que é ser um herói?”, o personagem de Bruce Willis é muito forte, mas não veremos ele empilhando carros ou fazendo malabarismo com caminhões. Continuando a análise – dos visuais exuberantes e enredos ridículos; é notório que o mercado de HQs sofreu um declínio pesado. De certa forma, essa crise nada mais é do que um sintoma; um sinal de doença em uma sociedade onde a criatividade e a imaginação, quando não vem mastigada e pronta, é posta de lado. O filme tem como tema principal um dos aspectos da chamada mitologia dos super-heróis dos quadrinhos ou seja, a de que todo herói deve possuir um arqui-inimigo, que geralmente se torna um super-vilão em função das ações de seu futuro antagonista. O Lex Luthor original se torna um vilão depois de um acidente com o Super-Homem; os inimigos insanos do Batman assumiriam suas fantasias e personalidades malignas inspirados pelo surgimento do herói e assim por diante.

Planeta dos Macacos: A Origem

Embora a historia tenha sofrido grandes tombos com as adaptações cinematográficas e muitas brecha ainda estão abertas e outras sem explicações muito convincentes (aos olhos severos da crítica) essa versão mais recente (e talvez a última) de Planeta dos Macacos superou as expectativas de alguns colunista que esperavam mais um enigmático filme entre humanos e macacos falantes.

Escrito por Rick Jaffa e Amanda Silver Planeta dos Macacos – A Origem fez sua lição de casa com empenho, finge ser um filme de ação, mas tem seu aspecto emocional, conta uma história condizente com a franquia, não se esquece de ter sentido e não decepciona com uma trama que se desenrola gradativamente sem pulos nem tropeços (que é como as versões anteriores deveriam ter sido).

ENREDO (atenção, contem spoilers)

Muito bom, sem muita apelação para efeitos especiais.

O novo filme se passa antes da história já conhecida sobre o domínio dos símios na Terra, e é só uma das teorias sobre o desfecho do filme. Numa das teorias os macacos ocuparam o lugar de cães e gatos (extintos por uma praga) no papel de animais de estimação, e substituíram os empregados como assistentes pessoais, até que os contínuos maus tratos aos quais eram submetidos levaram o macaco César, filho de macacos vindos do futuro, a liderar uma revolta.

No filme atual Will Rodman (James Franco) é um cientista, que na procura de uma cura para o mal de Alzheimer (incentivado por seu pai possuir essa doença), cria uma droga chamada ALZ-112. Porém, essa droga possui um efeito curto, e depois de algum tempo o corpo consegue produzir anticorpos que acabam com o efeito do vírus ALZ-112. O efeito desse vírus é completamente diferente nos símios. Nesses últimos, o vírus causa uma neurogênese, aumentando o QI dos símios.

Rodman testa com sucesso uma nova droga em uma chimpanzé apelidada de Olhos Brilhantes, porém, em meio a apresentação da sua nova criação, a chimpanzé enlouquece, destrói o laboratório e quase faz com que o cientista perca o emprego. Will descobre, ainda confuso com a reação do espécime, que ela há pouco estava grávida e apenas estava tentando proteger a cria recém-nascida. Rodman leva a cria para sua casa, onde descobre que a mutação exercida pelo vírus ALZ-112 é hereditária. Assim, a pedidos do seu pai batiza o filhote de César (devido uma peça teatral escrita por William Shakespeare ser sua favorita). Rodman, percebendo que o vírus é um sucesso nos símios, decide testá-lo, sem nenhum tipo de aprovação, em seu pai, que com única dose fica curado do Alzheimer. Seguindo sua vida normalmente com César, Will descobre uma veterinária Caroline Aranha (Freida Pinto), por quem, com a ajuda de César começa um relacionamento. Após 5 anos de uma aparente estabilidade, os problemas começam a aparecer.

Cesar, o símio evoluído que se comunica por sinais.

César começa a se questionar se ele é um membro da família ou apenas um animal de estimação. O pai de Will começa a reapresentar sinais de Alzheimer, e após uma confusão com a vizinhança, César tenta defendê-lo de um perigo eminente (na concepção de César) que era o vizinho. César é mandado para um abrigo para macacos chefiado por John Landon (Brian Cox) e seu filho Dodge Landon (Tom Felton). Lá percebe os maus tratos e o verdadeiro comportamento humano perante sua espécie e é onde decide mudar a situação dos símios.

Paralelamente, na busca de uma cura definitiva para a doença de seu pai, Rodman desenvolve uma nova versão do vírus com a intenção de que o composto chegue mais rapidamente ao cérebro, o ALZ-113. Porém o resultado dessa experiência é um vírus letal para os humanos mas não para os símios. Esse composto é roubado por César, que foge do abrigo, mas volta com o ALZ-113 e distribui para seus coespécimes. Assim, os símios fogem do abrigo, e vão para a cidade em direção ao parque das sequóias, tendo que atravessar a Golden Gate, onde acontece a luta principal entre humanos e símios. Ao final do filme, o cientista Will Rodman consegue alcançar César, já no parque das sequóias, e despede-se do chimpanzé estupefato, pois ao abraçá-lo César consegue falar: “Cesar is home.”, ou “César está em casa.”, em português.

O vírus se espalha no final do filme, demonstrando que somente sobreviverão símios no planeta Terra. Possivelmente, alguns humanos irão adquirir imunidade ao vírus mortal, porém serão dominados pelos símios. Durante o filme, é constantemente apresentada uma expedição à Marte em que foi perdida. É presumível que seja essa expedição que dará origem ao filme original.

COMENTANDO:

Bem verdade que esse Planeta dos Macacos – A Origem aposta em ser a história épica desse macaco, que talvez não se encaixe na equação em um primeiro momento, mas aos poucos (talvez tarde demais para os humanos) vai descobrindo que, mesmo diferente de todos à sua volta não precisa ser, necessariamente, uma ameaça. O resultado de tudo pode até não ser tão inesquecível, mas é feito com tanto cuidado (o roteiro) que constrói essa trama ao redor não de um punhado de macacos atrás de vingança, mas simplesmente à procura de um modo de se desvencilhar daquele mundo no qual não pertencem.

Para o deleite dos fãs, a trama acaba então não se perdendo em referências sem sentido, e nem sequer parece preocupado em ser um “início” pragmático, ainda que dê a estátua da liberdade de brinquedo para Cesar (que por sua vez ganha o nome de outro personagem famosa da franquia) brincar, lance (e até perca no espaço) a tripulação de uma nave que vai em direção à Marte e repita até a famosa “- Tire essas patas imundas de mim!” dita por Charlton Heston no primeiro (que nesse filme faz uma microaparição), mas sim pelo contrário, tentando fazer o “seu” Planeta dos Macacos, um filme que, assim como o de 1968 parecia ser um filme de ação, e até era, mas, com uma vontade enorme de contar uma história muito maior que qualquer ritmo que precisasse ter para entreter seu espectador.

Mais Sobre o Assunto:

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Para saber mais confira em:

Elementar meu caro…

Qual deles você acha mais "fotogênico" com o Sherlock dos livros?

Quem nunca ouviu essa frase? Quem não conhece o  mais famoso detective da literatura? O cara que fuma cachimbo, toca violino quando está solitário em seu apartamento na 221B Baker Street ? 47.700.000, esse é o resultado aproximado de uma busca no Google se você digita Sherlock Holmes.

O personagem que atingiu tamanho reconhecimento que acabou por “engolir” seu criador, quando se fala de Conan Doyle e Sherlock Holmes quase sempre se ouve falar em Sherlock Holmes como “O Personagem criado por Conan Doyle” e não se ouve falar em Conan Doyle como “O Homem que criou Sherlock Holmes”.

Sherlocke Holmes é uma das séries mais publicadas da história.

Sherlock Holmes é um personagem de ficção da literatura britânica criado pelo médico e escritor Sir Arthur Conan Doyle. Sherlock é um investigador do final do século XIX e início do século XX que aparece pela primeira vez no romance A Study in Scarlet (Um estudo em Vermelho) editado e publicado originalmente pela revista Beeton’s Christmas Annual, em Novembro de 1887. Investigador ficou famoso por utilizar, na resolução dos seus mistérios, o método científico e a lógica dedutiva. O que por incrível que parece era muitas vezes subestimado pela policia londrina e alguns personagem chegaram a se perguntar se Sherlock era menos um ser humano!

Podemos dizer que esses são os casos de terror dentro da série de Conan Doyle.

A série investigativA de Conan Doyle saiu dos livros e se materializou. Não precisa viver na Inglaterra para conhecer o lar de Sherlock Holmes, o 221B Baker Street é um dos endereços mais famosos de Londres e abriga hoje um museu com o nome do personagem, as histórias do detective se passam entre vários cartões postais da capital inglesa. Muito embora o personagem tenha longas estadias em outro lugares, um dos locais mais visitados por Sherlock Holmes, entre um caso e outro, é a Charing Cross Station, quando a investigação era em Londres, Holmes não deixava de passar pela Fleet Street, pela Oxford Street, pela Strand, no Pall Mall, e na Tottenham Court Road, endereços recorrentes dos contos do personagem.

A clássica imagem do detective usando boné inglês com um cachimbo na mão.

A série de aventuras do “Consultor ivestigativo” (como ele costumava se referir) conta com mais ou menos 60 romances de autoria de Arthur Conan Doyle, sendo eles, cerca de 56 contos, e 4 romances, onde Sherlock Holmes na companhia de seu fiel escudeiro e colega de quarto Dr. Watson, resolvia casos insolúveis até mesmo para a Scotland Yard. O personagem habita o imaginário de jovens e adultos desde que foi publicado há mais de 150 anos.

Entre 1911 a 1913, Doyle se cansou da fama do detetive,esse período é conhecido pelos sherlockianos como The Great Hiatus (O Grande Hiato).

Holmes costuma ser uma pessoa arrogante, que está correta sobre inúmeros assuntos e com palpites certeiros e até assombrosos. Além do aspecto erudito e apreciador dos bons hábitos ingleses, não demonstra muitos traços de sentimentalismo, preferindo o lado racional de ser. É também um personagem orgulhoso, parece dominar vários assuntos sem o próprio autor descrever seus estudos. Holmes apresenta alguns hábitos peculiares como a prática de artes marciais, esgrima de armas brancas, bastão e bengala. Além disso, diz-se que é um exímio violinista.

Holmes, tem como personalidade forte não gostar que o interrompam em suas reflexões, gosta que o deixem pensar sem que o interrompam a toda hora. Não se vê Holmes estudando sobre tudo, mas domina misteriosamente e incrivelmente uma vasta quantidade de assuntos do conhecimento humano, tais como Política, Química, Geologia, Línguas, Anatomia, Literatura Sensacionalista, etc. Holmes demonstra, ao longo das suas investigações, uma capacidade de dedução e um senso de observação extraordinários, ajudados por uma cultura geral extensa e variada (ex: é capaz de identificar a marca de um tabaco somente pelo seu cheiro e pela cor de suas cinzas). Quando envolvido com algum problema, pode passar noites sem dormir ou comer, o que inquieta o amigo Watson. Mestre na arte do disfarce, com um pouco de pó-de-arroz  e alguns tufos de cabelos auxiliado por seu talento teatral conseguiria enganar a própria mãe!

Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930), médico e escritor.

Outra de suas marcas registradas, a frase: “Elementar, meu caro Watson”, foi criada no teatro, com muitas outras particularidades, como o cachimbo curvo do detective. Muito embora alguns aleguem que se trate de uma das primeiras falas do personagem em seu romance de estreia Um Estudo em Vermelho (1887), ela não se encontra no original nem em outras traduções do texto. No resto de toda a obra, a frase não torna a acontecer, aí sim tendo sido popularizada pelas adaptações das aventuras no cinema, tv e rádio. Outro fato curioso também é que Sherlock jamais atirou em alguém, carregava uma arma pequena, curta, jeitosa e muito útil, a usava como um suporte para intimidar ou deter alguém, sempre que precisou atirar acegurava-se de não matar ninguém pois uma das cobranças que fazia a si mesmo era a de garantir prender o culpado e entrega-lo para ser julgado. Um cadáver para Sherlock seria considerado um trabalho incompleto.

Família

Segundo alguns indícios (literários), Holmes nasceu em 6 de Janeiro de 1854 , filho de um agricultor e de uma mãe de origem francesa, considerando que sua avó era filha do pintor Horace Vernet. Tinha um irmão mais velho, Mycroft Holmes, trabalha para o Serviço Secreto Britânico. Mycroft passa a maior parte do seu tempo livre no Diogenes Club. Segundo Holmes, seu irmão Mycroft não somente é mais brilhante do que ele próprio, como também possui um senso de observação e de dedução muitas vezes superior, embora seja considerado “muito preguiçoso” para ir aos locais das investigações para analisa-las quando faltam informações. Em um de seus casos, intitulado por Watson de  “O Intérprete Grego”, o colega de quarto descreve um encontro entre os irmãos, onde os dois se encontram no Diogenes Club (que é um espaço para a elite intelectual, politica e rica de Londres se encontrarem ou fugirem um pouco da rotina), cujo Microft é um dos fundadores. Os dois mantêm um diálogo recheado de deduções sobre um transeunte que deixam Watson completamente perdido com a lógicas dos dois.

Os Livros (ordem cronológica)

Romances e Contos

*O período de 1911 a 1913, Doyle se cansou do sucesso de seu detective e resolveu parar de escrever sobre ele, essa pausa é conhecido pelos sherlockianos como The Great Hiatus (O Grande Hiato de Doyle).

Sherlock, o Original e os Derivados

Eleito pela crítica como o mais fiel (interpretação/roteiro) Sherlock Holmes.

Depois de observar qualquer estranho, o Dr. Joseph Bell (18371911), um cirurgião de Edimburgo, era capaz de deduzir muito de sua vida e de seus costumes. Isso impressionou um de seus alunos, Arthur Conan Doyle, que admitiu ter usado e ampliado seus métodos quando concebeu o detective Sherlock Holmes. Bell inspirou não somente a criação da personalidade de Holmes, mas também o porte físico do detective. Em um texto publicado no periódico The National Weekly em 1923, Doyle conta como foram seus anos na faculdade de medicina, quando iniciou o processo de criação de seu personagem mais famoso (Doyle também é o responsável pela série O Mundo Perdido). Neste, o aluno descreve seu notável professor Bell:

“Era magro, vigoroso, com rosto agudo, nariz aquilino, olhos cinzentos penetrantes, ombros retos e um jeito sacudido de andar. A voz era esganiçada. Era um cirurgião muito capaz, mas seu ponto forte era a diagnose, não só de doenças, mas de ocupações e caráteres.”

Doyle teria se baseado também na filosofia metodológica de Bell, que dizia:

“A maioria das pessoas vêem, mas não sabem observar”, dizia o dr. Bell aos seus alunos. “Olhando de relance um indivíduo, a gente pode identificar-lhe o país de origem por suas feições; pelas mãos, a profissão e os meios de vida; e o resto da sua história é revelado pelo modo de andar, os maneirismos, os berloques do relógio, e até os fiapos que aderem às suas roupas.”

Exemplo de personagem influenciado pelo personagem de Doyle, na televisão, é o detetive Adrian Monk, da série homônima, que tem um senso de observação e dedução do mesmo nível de Sherlock, mas destaca-se pelo seu transtorno obsessivo-compulsivo (que, por sinal, são parte de seu sucesso como detective). Outro personagem inspirado em Sherlock é Gregory House, da série de TV norte-americana House M.D., chefe do departamento de diagnósticos que utiliza lógica dedutiva para desvendar as mentiras de seus pacientes; House está sempre dizendo: “Todo mundo mente”. As similitudes entre Holmes e House são muitas: o homem que atirou em House se chama Moriarty, maior inimigo de Holmes, House também é viciado, também tem gosto pela música e mora no número 221. (Você nunca tinha reparado nisso não é mesmo?! ^^)

Gregory House, cognome Sarcasmo.

Nos desenhos, a Disney criou o personagem Sir Lock Holmes, visivelmente inspirado em Sherlock pois, além do nome parecido, possui o mesmo porte físico, está sempre com o cachimbo e gosta de tocar violino. Diferente de Sherlock, porém, é totalmente desafinado no violino e erra todas as deduções (estando mais para Inspetor Clouseau rsrsrsrsrs). Outro personagem da Disney com nome e características parecidas é Berloque Gomes, porém este não é um personagem cômico, e sim um detective que auxilia Mickey (o personagem mais sem graça de Walt) em algumas investigações (pois é quem não tem criatividade pra criar algo original vive de cópias mesmo).

 

Filmes e séries: os mais famosos são esses Sherlock Holmes (1922), The Private Life of Sherlock Holmes (1970), Young Sherlock Holmes (1985), Sherlock Holmes (2009), Sherlock (2010)(essa é uma recente série britânica, leia mais sobre ela logo abaixo), Sherlock Holmes: A Game of Shadows (2012). Para os fãs de desenhos, a melhor adaptação animada de Sherlock pode ser conferida no desenho Sherlock Holmes no Século XXII, recomendo, a trama é muito boa.

A trama futurista foi uma boa adaptação, recomendo.

Sherlock é a mais nova adaptação do personagem feita pela televisão britânica, a série que apresenta uma versão contemporânea de Sir Arthur Conan Doyle ‘s Sherlock Holmes histórias de detective. Ela foi criada por Steven Moffat e Mark Gatiss , e as estrelas Benedict Cumberbatch como Sherlock Holmes e Martin Freeman como doutor John Watson . Depois de um piloto unbroadcast em 2009, a primeira série de três episódios de 90 minutos foi transmitido na BBC One e BBC HDem julho e agosto de 2010. Uma segunda série de três episódios estreou na BBC One em 1 de Janeiro de 2012. A terceira série já foi encomendado. (Yahooooo!)

Destaque para a trilha sonora e a excelente adaptação da trama. Recomendo.

Hartswood Films produziu a série para a BBC , e co-produzido com WGBH Boston para sua Masterpiece série de antologias . As filmagens tiveram lugar em vários locais, incluindo Londres e Cardiff .

Recepção crítica foi muito positiva, a primeira série ganhou o 2011 BAFTA Television Award para Melhor Série de Drama. A primeira série, juntamente com o piloto unaired e comentários em áudio, foi lançado em DVD e Blu-ray Disc em 30 de agosto de 2010. A segunda série, também com comentários, é para ser lançado em DVD região 2 em 23 de Janeiro de 2012.

Curiosidade:

Apesar do grande sucesso de sua obra, Conan Doyle não gostava de escrever histórias para Sherlock Holmes pois considerava o romance policial literatura de segunda classe e, na verdade, esse tipo de história só passou a ser respeitado após o sucesso de seu personagem. Conan Doyle preferia escrever o que considerava literatura de qualidade, o único livro medianamente famoso é O Mundo Perdido. Em uma certa ocasião o Dr. Watson chega a dizer: “A obra é tudo, o autor não é nada.” Por esse e outros motivos muitos leitores verem Watson como um Doyle mascarado.

SOBRE AS MINHAS LENTES:

Primeiro uma dica, se for ler ou comprar algum livro da série, indico a editora Melhoramentos, pois ele tem uma das mais conceituadas traduções de Sherlock Holmes no Brasil. Algumas outras boas editoras como a Martin Claret, que oferecem os livros a baixo preço (R$ 9,00 à R$ 14,00) não tem uma boa tradução, sendo os textos muito resumidos e algumas poucas passagens equivocadas.

O personagem é fantástico embora algumas pessoas o achem preconceituoso (deve-se ter em mente que Sherlock está inserido em um contexto bem diferente da nossa realidade), muito cativante e a trama é envolvente, deixa o leitor com expectativa criando suas próprias teorias para a solução dos casos. É uma ótima opção de leitura, recomendo a todos!

Sobre as novas adaptações, particularmente não gostei tanto do filme lançado em 2009, o Junior é um boa ator, mas a fisionomia de  Sherlock e Watson ficaram conflitantes, a fisionomia de Law é perfeita para interpretar o personagem, mas eles não deixariam o ator mais caro com o papel secundário não é? ^^. Mesmo assim é muito divertido ver uma nova versão de Sherlock ganhando as telas.

De toda forma podemos notar que os “novos” Sherlocks são mais divertidos e engraçados, com um humor menos seco e podemos dizer que estão mais moderninhos. Como fã da série o do personagem, eu diria que o melhor romance sherlockiano é O Cão dos Baskervilles, e melhor conto na minha escolha é o caso d’O Ritual de Musgrave.

Como um homem cético pode vencer algo sobrenatural?

Luz, câmera, adaptação!

Nas palavras deles.

Das páginas para a telona.

Não é de hoje que aclamados best-selles estão são “convertidos” para o cinema. Mas essa receita presta? A primeira década do século XXI foi recorde de adaptações e readaptações (remakers), citando apenas alguns claramente conhecidos O Senhor dos Anéis de professor de Oxford J. R. R. Tolkein, a séria de infanto-juvenil Harry Potter de J. K. Rowling que apaixonou até os adultos, Caçador de Pipas um romance do escritor afegão-americano Khaled Hosseini, o único Nobel da língua portuguesa Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago, a séria (melosa) de Stephenie Meyer que foi abertamente criticada pelo famoso escritor Stephen King que também já teve muitos de seu livros levados pro cinema.

Meu filho ganhará mais livros que bonecos dos Power Ranger.

Mas não são apenas os livros que estão na mira dos roteirista e produtores, desde a greve dos roteiristas em 2003 que os fãs dos quadrinhos vêem com expectativa cada anuncio de adaptação feito pelos hollywoodianos. Listando só pra começar o imortal Alan Moore teve muitas de suas obras levadas pro cinema, e foi contra cada adaptação de cada uma delas, chegando a exigir que seu nome não constasse em nos créditos, só listando Do Inferno, A Liga Extraordinária, Constantino, V de Vingança e Watchmen (os narizes empinados que acham que quadrinhos não é leitura aqui vai uma curiosidade, Watchmen já recebeu o Prémio Hugo de Literatura e é a única HQ a figurar na lista dos 100 Melhores Romances do Século XX da respeitada revista Time). Nem preciso citar os sempre produzidos Robin Hood, Batman e Superman né?!

Leia as críticas, saiba como são diferentes.

Eu (como a grande maioria) não fico satisfeito quando assisto um filme adaptado de um livro, jogo ou de uma HQ, sendo mais criterioso os únicos que não me desapontaram foram 300, O Senhor dos Anéis, Ensaio Sobre a Cegueira e V de Vingança, e o pior fracasso posso dizer sem dúvida que foi adaptação de Homem-Aranha (sobre tudo o 3º filme da sequência) de Stan Lee. Claro que eu não espero que façam com todos as adaptações o que fizeram com a obra de Saramago que está fidelíssima ao livro, o próprio Saramago só se queixou do tamanho do cachorro usado no filme. Lógico que quando um cineasta ou roteirista pensa numa adaptação ele visualiza logo um cheque pomposo e um bonequinho dourado na estante, e deixa “alguns” detalhes de lado. Por esses e outros motivos muitos fãs, seja de livros, quadrinhos ou jogos ficam com receio e até evitam conferir as adaptações cinematográficas de suas historias prediletas ou herois favoritos.

Um mestre dos romances.

O que vem por aí.

Eu já assisti a versão em desenho e estava fiel, recomendo.

A adaptação mais esperada para esse ano está sendo apontada como O Hobbit, outro famoso livro de J. R. R. Tolkien. O projeto esta sobre a mesma tutela dos responsáveis pelo O Senhor dos Anéis (a trilogia ganhou 17 Oscas ao todo!) e já foi revelado que o filmes será dividido em duas partes intitulados Uma Viagem Inesperada e a segunda parte Lá e de Volta Outra Vez (nome original dado por Bilbo, personagem de Tolkein às suas andanças). O Hobbit conta os fatos acontecidos na jornada em que Bilbo encontra o Anél Mágico, o Um. Os fãs ficam se perguntando quando é que sairão os filmes do Silmarillion, que conta a história da criação do mundo fantástico criado por Tolkien e narra, por alto, boa parte da sua mitologia. A resposta é: nunca. Os direitos d’O Silmarillion pertencem à Tolkien Estate, empresa que gerencia os direitos autorais de todas as obras do linguista de Oxford e que é presidida por seu filho, Christopher Tolkien, que não simpatiza com a ideia de adaptar O Silmarillion ou Os Contos Inacabados, obras mais complexas da bibliografia de Tolkien. A única esperança dos cinéfilos tolkienianos é que algum diretor se anime a produzir os complexos filmes quando a obra do escritor cair no domínio público, mas eles terão que esperar até 2043, quando completam setenta anos da morte do autor. :’-(

Professor de línguas, escritor e poeta.

O Senhor dos Anéis, obra máxima de J. R. R. Tolkien, foi adaptada para os cinemas por Peter Jackson e teve uma das maiores bilheterias de todos os tempos. O Hobbit, outro livro do autor inglês sobre o mundo de Arda, está para sair em 2011. E os fãs ficam se perguntando quando é que sairão os filmes do Silmarillion, que conta a história da criação do mundo fantástico criado por Tolkien e narra, por alto, boa parte da sua mitologia. A resposta é: nunca. Os direitos d’O Silmarillion pertencem à Tolkien Estate, empresa que gerencia os direitos autorais de todas as obras do linguista de Oxford e que é presidida por seu filho, Christopher Tolkien, que não simpatiza com a ideia de adaptar O Silmarillion ou Os Contos Inacabados, obras mais complexas da bibliografia de Tolkien. A única esperança dos cinéfilos tolkienmaníacos é que algum diretor se anime a produzir os complexos filmes quando a obra do escritor cair no domínio público, mas eles terão que esperar até 2043, quando completam setenta anos da morte do autor.

A Mensagem de Epicuro

Não é de hoje que grandes sucessos do cinema trazem atrelados a suas tramas uma certa dose de filosofia, eu já citei Matrix, V de Vingança e Gênio Indomável. Agora eu resolvi pegar um a produção da década de 80 que acredito, todos já devem ter assistido (inúmeras vezes). Ferris Bueller’s Day Off ou Curtindo a Vida Adoidado como foi traduzido no Brasil, é um filme americano que trás uma filosofia helenista em sua trama, mais precisamente podemos dizer que é uma Mensagem de Epicuro. Mas antes de irmos diretos ao assunto, vamos esmiuçar um pouco o filme (caso haja um pobre coitado que nunca tenha assistido a essa verdadeira obra de arte).

Sobre o Filme

Pôster de Curtindo a Vida Adoidado

Ferris Bueller’s Day Off foi lançado em 11 de junho de 1986 sobre a direção de  John Hughes, considerado “o mestre dos filmes adolescentes dos anos 80“. O filme conta a história de um jovem meio malandro que para aproveitar a um pouco mais a vida, finge estar doente para matar aula junto com sua namorada e o melhor amigo,é visto pela crítica moderna como um clássico e um paradigma do cinema da década de 1980, notável por ser uma obra cinematográfica que o espectador não se cansa de rever (eu mesmo já devo ter visto mais de 30 vezes, e agora que comprei o DVD vou ter o que assistir quando começar o BBB) – muito embora a maior parte das apreciações iniciais tenha sido negativa pois para as autoridades politicas-educacionais da época, ver um filme que fala de matar aula e “vadiar” ganhando fama e fazendo muito sucesso não é muito agradável.

Sempre que assisto me lembro dos tempos de escola, quando todos enfrentam aulas chatas e professores enfadonhos e das muitas vezes que pulava muros e janelas da escola para escapar das tediosas palestra sobre tabagismo ( eu nem nunca fumei! ^^), educação sexual (chegaram tarde, tudo tentaram me dizer eu já sabia desde os 9 anos rsrsrsrss) e segurança nas ruas ( ah tah, na época as carroças e bicicletas né?). Matar aulas (quando você nota que nem os “professores” sabe o que tão falando) pra tomar banho de lagoa, ir pescar com os amigos, pular cercas pra pegar pitomba, siriguela, manga e umbu, ou pra uma passadinha na casa da paquera (fazer o que era assim que o pessoal dizia, e cá entre nós, hoje chamam de cada coisa que não vou nem colocar aqui O.O) é mais do que recomendando.

Um rápido resumo (ALERTA DE SPOILER): Toda a história do filme passa-se na cidade de Chicago; era o dia 5 de junho de 1985. Ferris Bueller é um jovem aluno do último ano do colegial e pretende faltar a todas às aulas daquele dia. Assim, finge estar doente, enganando os pais, mas não a irmã Jeanie (Jean/Shauna), que se revolta com os sucessos dos planos do irmão.

Tão logo se vê sozinho em casa Ferris prepara seu quarto para simular sua presença, e convoca seu melhor amigo que é hipocondríaco, Cameron Frye, a pegá-lo em casa. Enquanto isto o diretor do colégio, Sr. Rooney, telefona para a Sra. Katie Bueller para comunicar a falta do filho. Ferris naquele ano, ao contrário de seu desejo de ganhar um carro, foi presenteado com um computador e, enquanto o diretor vê em seu monitor (ecrã) as nove faltas do aluno, Ferris invade o sistema do colégio e as reduz para somente duas. A mãe confirma, entretanto, que o jovem estava realmente doente e o diretor fica com cara de bunda (rsrsrsrs foi mau, não resisti ^^).

O quadro Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte, de Seurat, obra que fascinou Cameron

Assim, depois de conseguir levar Sloane (a namorada de Ferris), os três partem para o centro de Chicago, onde começa a série de aventuras. Guardando a Ferrari numa garagem pública, não percebem que dois garagistas decidem aproveitar a oportunidade para dar um rolé pela cidade com o carro, o que se diga de passagem muitos manobrista fazem. Dali, começam as tramóias de Ferris, que incluem fazer-se passar pelo “Rei da Salsicha de Chicago” (um dos melhores momentos do filme) e assim obterem uma mesa no exclusivo restaurante “Chez Quis”, visita a museu (Art Institute of Chicago, onde Cameron parece se identificar com uma criança retratada por Georges-Pierre Seurat), ida ao Wrigley Field, estádio da equipe de beisebol Chicago Cubs, ao Sears Tower e até a participação numa parada alemã, em que Ferris faz toda a cidade dançar ao som de Twist and Shout dos Beatles.

Ferris cantando Twist and Shout na parada alemã.

Enquanto isto os alunos do colégio, acreditando que Ferris esteja verdadeiramente muito doente, iniciam uma campanha de arrecadação de fundos para comprarem-lhe um novo rim. Em várias partes da cidade, não apenas do colégio, a notícia da doença do jovem se espalha, bem como a campanha “Save Ferris” (“Salve Ferris”), que será lida em vários momentos do filme: numa imensa caixa d’água redonda, na porta do estádio de beisebol, no caderno de um aluno, etc.

Os três amigos encerram as brincadeiras e voltam à garagem, justo no momento em que o carro deles chega do passeio. A quilometragem, que imaginaram ser reduzida, estava três vezes maior que a originalmente marcada. Cameron fica em estado de choque e assim permanece por um bom tempo, sendo colocado pelo casal amigo numa cadeira junto à piscina de sua casa, enquanto os outros dois se banham, imaginando como farão para solucionar o problema.

Uma simples descrição do enredo não faz justiça a este filme, como nenhuma descrição sumária de enredo não faz justiça a uma boa comédia (…) não se esqueça de ficar até o final dos créditos.

Peter Reiher

A Mensagem:

O filme trata muito dos prazeres da vida, como a vida é curta, como os bons momentos cercados de amigos e amores devem ser valorizados e multiplicados. Epicuro de Samos (341 a.C., Samos — 271 ou 270 a.C., Atenas) foi um filósofo grego do período helenístico. Seu pensamento foi muito difundido e numerosos centros epicuristas se desenvolveram na Jônia, no Egito e, a partir do século I, em Roma, onde Lucrécio foi seu maior divulgador.

Um Guia Para A Felicidade.

O propósito da filosofia para Epicuro era atingir a felicidade, estado caracterizado pela aponia, a ausência de dor (física) e ataraxia ou imperturbabilidade da alma. Ele buscou na natureza as balizas para o seu pensamento: o homem, a exemplo dos animais, busca afastar-se da dor e aproximar-se do prazer. Estas referências seriam as melhores maneiras de medir o que é bom ou ruim. Utilizou-se da teoria atômica de Demócrito para justificar a constituição de tudo o que há. Das estrelas à alma, tudo é formado de átomos, sendo, porém de diferentes naturezas. Dizia que os átomos são de qualidades finitas, de quantidades infinitas e sujeitos a infinitas combinações. A morte física seria o fim do corpo (e do indivíduo), que era entendido como somatório de carne e alma, pela desintegração completa dos átomos que o constituem. Desta forma, os átomos, eternos e indestrutíveis, estariam livres para constituir outros corpos. Essa teoria, exaustivamente trabalhada, tinha a finalidade de explicar todos os fenômenos naturais conhecidos ou ainda não e principalmente extirpar os maiores medos humanos: o medo da morte e o medo dos deuses. Naqueles tempos, Epicuro percebeu que as pessoas eram muito supersticiosas e haviam se afastado da verdadeira função das religiões e dos deuses. Os deuses, segundo ele, viviam em perfeita harmonia, desfrutando da bem-aventurança (felicidade) divina. Não seria preocupação divina atormentar o homem de qualquer forma. Os deuses deveriam ser tomados como foram em tempos remotos, modelos de bem-aventurança que servem como modelo para os homens e não seres instáveis, com paixões humanas, que devem ser temidos.

Desta forma procurou tranquilizar as pessoas quanto aos tormentos futuros ou após a morte. Não há por que temer os deuses nem em vida e nem após a vida. E além disso, depois de mortos, como não estaremos mais de posse de nossos sentidos, será impossível sentir alguma coisa. Então, não haveria nada a temer com a morte. No entanto, a caminho da busca da felicidade, ainda estão as dores e os prazeres. Quanto às dores físicas, nem sempre seria possível evitá-las. Mas Epicuro faz questão de frisar que elas não são duradouras e podem ser suportadas com as lembranças de bons momentos que o indivíduo tenha vivido. Piores e mais difíceis de lidar são as dores que perturbam a alma. Essas podem continuar a doer mesmo muito tempo depois de terem sido despertadas pela primeira vez. Para essas, Epicuro recomenda a reflexão. As dores da alma estão frequentemente associadas às frustrações. Em geral, oriunda de um desejo não satisfeito.

Encontra-se aqui um dos pontos fundamentais para o entendimento dessa curiosa doutrina, que também foi tomada por seus seguidores e discípulos como um evangelho ou boa nova, o equacionamento entre dores e prazeres.

Das 300 obras escritas pelo filósofo, restaram apenas três cartas que versam sobre a natureza, sobre os meteoros e sobre a moral, e uma coleção de pensamentos, fragmentos de outras obras perdidas. Estas cartas, com os fragmentos, foram coligidos por Hermann Usener sob o título de Epicurea, em 1887, mas mais tarde descobriu ser de Leucipo para Hermann Diels. Por suas proposições filosóficas Epicuro é considerado um dos precursores do pensamento anarquista no período clássico.

PRAZER e DESEJOS: A doutrina de Epicuro entende que o sumo bem reside no prazer e, por isso, foi uma doutrina muitas vezes confundida com o hedonismo. O prazer de que fala Epicuro é o prazer do sábio, entendido como quietude da mente e o domínio sobre as emoções e, portanto, sobre si mesmo. É o prazer da justa-medida e não dos excessos. É a própria Natureza que nos informa que o prazer é um bem. Este prazer, no entanto, apenas satisfaz uma necessidade ou aquieta a dor. A Natureza conduz-nos a uma vida simples. O único prazer é o prazer do corpo e o que se chama de prazer do espírito é apenas lembrança dos prazeres do corpo. O mais alto prazer reside no que chamamos de saúde. Entre os prazeres, Epicuro elege a amizade. Por isso o convívio entre os estudiosos de sua doutrina era tão importante a ponto de viverem em uma comunidade, o “Jardim”. Ali, os amigos poderiam se dedicar à filosofia, cuja função principal é libertar o homem para uma vida melhor.

Epicuro classificou os desejos humanos dessa forma:

Desejos Naturais:

1. Necessários (para a felicidade eudaimonia, para a tranquilidade do corpo (segurança/proteccção), para a vida (nutrição e sono).
2. Simplesmente Naturais (variações de prazer, a busca do agradável)

Desejos Frívolos:

1. Artificiais ( riqueza, glória, poder e honra)
2. Irrealizáveis (imortalidade)

 

OBS: Vale apena resaltar que o próprio Epicuro pedi moderação nos atos pois o prazer em demasia se torna vicio e vicio não tras felicidade.

 

Jumper (filme)

Jumper é mais uma produção americana, lançado em 2008, o filme é uma adaptação de um livro homônimo escrito por Steven Gould em 1992. Foi dirigido por Doug Liman e estrelado por Hayden Christensen. Teve um orçamento de US$ 85 milhões e arrecadou 222.231.186 dólares.

Foi lançado em 14 de fevereiro de 2008 nos Estados Unidos e em Portugal, e em 28 de março de 2008 no Brasil. O filme mostra um rapaz que é capaz de se teletransportar para qualquer local e é perseguido por uma organização secreta, os Paladinos, que seria uma modernização da Inquisição e que pretende de matar todos os Jumpers.

O filme é muito bom (mas como sempre o livro é melhor ^^)

Recepção da crítica

O filme recebeu geralmente opiniões negativas dos críticos. O Rotten Tomatoes relatou que 16% dos críticos tiveram opiniões positivas com relação ao filme, baseado em 156 críticas – o consenso era: “um filme errático de ação com pouca coerência e efeitos especiais sem brilho”. Por comparação, Metacritic, que atribui uma avaliação normalizada em 100 a partir de comentários críticos, calculou uma pontuação média de 35, baseado em 36 críticas. Marc Salov, do Austin Chronicle, chamou o filme de “… muito inteligente, partes divertidas, bem trabalhado pelo Liman, edição apertada, ação embalada em um feixe de ousadia”.No USA Today, Claudia Puig afirmou que o filme é como “um vôo de fantasia que nunca decolou inteiramente”.Brian Lowry, da Variety, escreveu que Jumper é “inteligente, mas extremamente delgado”.No The New York Times, o crítico Manohla Dargis descreveu Jumper como “um pouco coerente gênero misturado sobre um rapaz que pode se transportar à vontade por todo o globo”, dizendo que “é difícil para quem está de fora saber quem merece a maior parte da culpa por este fracasso”.

Trilha sonora

Jumper: Original Motion Picture Soundtrack
Trilha sonora por John Powell
Lançamento 19 de Fevereiro de 2008
Gravadora(s) Lakeshore Records
Opiniões da crítica

O score foi lançado em 19 de fevereiro de 2008, depois do lançamento do filme. Todas as faixas foram compostas por John Powell. A música foi acompanhada por Brett Weymark e executada pela The Sydney Scoring Orchestra ao todo são 21 faixas.

Sequências

Antes do lançamento do filme, Hayden Christensen refletiu sobre a possibilidade de uma ou mais sequências: “O filme foi definitivamente criado de uma forma que permitirá mais filmes, e Doug teve o cuidado de se certificar de que criou personagens que tem espaço para crescer”. Lucas Foster declarou, durante a produção do filme, “As idéias são tantas que realmente não poderiam se encaixar em, você sabe, um ou dois filmes. Elas precisavam evoluir durante um mínimo de três filmes. Então, planejamos a história ao longo de três filmes e a dividimos de um jeito que deixasse espaço para os outros dois”. Os títulos já foram divulgados (Jumper-“Jumping From Novel To Film: The Past, Present and Future of Jumper” (Special Feature) mas serão exclusivos para locação.

Minha Opinião

O filme de fato é muito bom, tem doses de humor, ação e romance. A trama deixa no ar algumas perguntas como: Vale apena ter tudo e não ter ninguém? Só porque você tem a possibilidade de fazer algo ilegal sem ser pego, você tem o direito de fazer? Depois de assistir o filme eu encontrei um “gibi” da historia na internet, parte dessa HQ está no Extra do DVD. Meses depois tive a oportunidade de ler o livro (nem preciso dizer que o livro é muito melhor), a obra de Steven Gould não estava em português, arranhando um pouco de inglês e usando um tradutor nas passagem mais complicadas concluir o livro. Pessoalmente indico quem poder adquirir, no momento estou tentando conseguir a obra seguinte Griffin’s Story que centraliza o personagem que mais chamou minha atenção no filme.

Você já parou pra pensar?

No filme Matrix, depois que Neo desperta para o mundo real ajudado por Morpheu, é instruído sobre a realidade em que vivia.

– Tem que entender… A maioria das pessoas não estão preparadas para se desligar. E muitas estão tão habituadas e dependentes do sistema, que lutaram para protege-lo.

O olhar critico e filosófico é a escada que pode fazer romper-lhes os grilhões. Lembre-se o que disse o anti-heroi V para os londrinos quando tomou a estação de TV:

– A verdade é que há algo muito errado com esse pais, e que eu prometo à vocês, os culpados vão prestar contas, mas verdade seja dita, se procuram os verdadeiro culpados, só precisam se olhar no espelho!

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