Academiæ

"Me disseram que pensar era ingênuo, e daí? Nossa geração não quer pensar. Pois que pense, a que há de vir."

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Era Uma Vez Uma Biblioteca Pública.

Não é com satisfação que vim criar essa publicação, todos que me conhecem sabem do meu gosto e prazer em ler bons livros, sejam eles fenômenos do momento (Harry Potter, Código Da Vinci, Eragon entre outros) ou clássicos da literatura mundial (Madame Borary, Os Miseráveis, O Médico e o Monstro, etc). Sou freqüentador da Biblioteca Publica Municipal Prof. Nicácio (Bela Cruz-CE) e de outras fontes de livros (bibliotecas de Acaraú, Cruz e Sobral). E a cada vez que vou à biblioteca de Bela Cruz chego a sentir uma profunda tristeza em ver que a cada visita o lugar não demonstra melhoras, apesar do esforço continuo por parte de algumas funcionárias o avanço é quase zero. A estrutura da biblioteca é uma piada quando você observa isso nas bibliotecas das cidades vizinhas mais próximas (Marco e Cruz), salão para pequenos eventos? (Hahaha dessa eu ri). Suporte para Videoteca e Audioteca? (é o quê?!). Gibiteca? (quem dera tivesse ¬¬). Mas se ficasse só nisso um leitor consciente da realidade municipal que dê valor a cultura e a leitura poderia ao menos ficar feliz com o vasto acervo (em torno de 2.600 livros), obras raríssimas, clássicas, diversificadas (é disso podemos nos orgulhar). Bem, não podemos mais (O.O’?), os pensamentos de Victor Hugo, William Shakespeare, Machado de Assis, Camões e outros gigantes da literatura estão se desfazendo nas prateleiras, banqueteados por traças e cúpins somem vagarosamente. Eu frequento aquele lugar mais de 10 anos e ainda me lembro quando retirei da prateleira o meu primeiro clássico O Médico e o Monstro de Robert L. Steveson. Esse livro foi jogado fora porque a parte inferior foi degustada por alguns insetos. Para mostrar alguns exemplares clássicos e o lamentável estado em que se encontram, postarei aqui algumas fotos.

Eu só espero que alguma autoridade “ajude” a reverter essa situação. Semana passada eu postei sobre os projetos e programas do Governo Federal para incentivo a leitura (Pra lê Mesmo) para 2012, vou aguardar pra ver os “resultados”.

Enquanto isso meus caros amigos, leitores e autoridades belacruzenses, mais um pouco da realidade estrutural de nossa biblioteca.

Eu aposto um espirro como esses livros tão bem conservados. (ah-ahh-tchiiim!)

Nunca encontrei um livro nesse estado em outra biblioteca.

Fico feliz de ter sido o 1º a ler este livro, pois parece que depois d'eu ter devolvido ele, o usaram numa partida de pelada, e pelo visto ele era a bola. A gora é O Senhor dos Anéis (obra incompleta e ilegível). ¬¬

Você que frequenta (ou frequentou) a biblioteca pública de Bela Cruz (ou qualquer outra biblioteca pública), o que você acha mais insuportável, desagradável ou sem sentido naquele espaço? Deixe sua resposta nos comentários.

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Pra Lê Mesmo

Essa postagem é uma lista de “eventos” e beneficios para os fieis leitores amantes dos livros, uma lista de ações e projetos que espero ver e desfrutar em 2012, explicitamente relacionados a livros!

Ler é transcender, é fuga, liberdade. - A. F. Ronnison.

O Programa do Livro Popular (PLP), criado pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN) para fomentar a produção e a comercialização de livros a baixo custo, cerca de R$ 10,00. Deve ser sentido logo no primeiro bimestre de 2012.“Pedi ao Ministério da Cultura e à Fundação Biblioteca Nacional que preparassem um programa para o livro popular”, afirmou a presidente Dilma. “Queremos ter uma ação que permita a produção e a comercialização de livros baratos.”

A presidente pediu aos editores, livreiros e autores que contribuam com ideias para a formulação do projeto. “Esse programa pretende ser estímulo a toda a cadeia, aos escritores, editores, livreiros atacadistas, mas sobretudo aos brasileiros que podem e vão amar os livros, como o Brasil certamente tem esse potencial de amar.” finalisou ela.

A ministra Ana junta com a FBN, dará mais destaque ao Circuito Nacional de Feiras de Livro e o Programa de Apoio à Tradução e Publicação de Autores Brasileiros no Exterior, A ministra disse que outras ações estão sendo formuladas no Ministério. “Estamos desenvolvendo vários outros programas, como o projeto da gestão passada, de zerar o número de municípios sem biblioteca pública no Brasil”, afirmou a ministra.

O presidente da FBN, Galeno Amorim. “Todos os elos – desde os autores até os varejistas, passando pelos editores e os distribuidores – terão papel fundamental no programa, o que ajudará a fortalecer toda a cadeia produtiva”, afirma.

Se passar por Fortaleza ou Sobral eu vou conferir.

O Circuito Nacional de Feiras de Livro. Para secretários da Cultura de diversos estados e municípios, além de escritores como Ignácio de Loyola Brandão, presidentes de feiras e eventos literários como a Flip e a Jornada de Passo Fundo, Ana de Hollanda destacou a importância do governo federal investir nas políticas públicas do livro e da leitura e reforçar a democratização do acesso; a formação de leitores; a promoção da leitura e da literatura no imaginário da população brasileira e o fomento das cadeias criativa e produtiva do livro.

Realizado pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC) e a Câmara Brasileira do Livro (CBL), o programa promoverá eventos literários de pequeno, médio e grande porte em todo território nacional. A previsão dos organizadores é manter e aumentar a quantidade e a qualidade dos eventos, com apoio de governos estaduais, prefeituras, entidades do livro e empresas de eventos.

Para estimular a expansão das feiras no país, o Ministério da Cultura preparou um pacote de apoio que vai beneficiar tanto novos eventos como aqueles que já existem. O governo federal estima que deve abrir mão, este ano, a título de renúncia fiscal, de cerca de R$ 35 milhões para empresas dispostas a patrocinar feiras de livro. Com a finalidade de ampliar o Circuito, as empresas poderão abater 100% dos investimentos em patrocínio a eventos literários que forem enquadrados na Lei Rouanet.

O MinC deve apoiar ainda, com recursos do Fundo Nacional de Cultura, cidades e estados que investirem na realização de novas feiras de livro em localidades onde elas ainda não existem. Devem ser priorizados, inicialmente, os estados que estão criando seus Planos Estaduais do Livro e Leitura. Outra forma de apoio é orientar as prefeituras e governos estaduais, tanto na montagem da programação cultural, como na criação de programas de aquisição de livros para bibliotecas, professores e alunos.

Adorei essa imagem, muito legal.

Promoção do Livro e das Artes

Ana de Hollanda ressalta a importância da educação e da cultura na formação dos jovens e destacou a criação da Diretoria de Educação e Cultura dentro da nova estrutura do MinC que trabalhará em parceria com o Ministério da Educação, na implementação da disciplina de música, que passará a ser obrigatória nas escolas a partir de 2012.” Temos 51 milhoes de estudantes nos ensinos fundamental e médio. Daqui a 10 anos, serão eles que estarão produzindo e consumindo plenamente arte e cultura. Então, é neste momento que temos de investir. A educação dá a base. Por isso, estamos trabalhando muito próximos do MEC. Já a Cultura trabalha em outra dimensão, a da imaginação. A Cultura entrega ao jovem, agora, as ferramentas para ele poder não só assimilar, mas também, refletir”.

Importância das Feiras

O presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, fez uma apresentação demonstrando a importância de se investir em feiras de livro. Ele apontou números que indicam a força desses eventos. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro e Ibope, 8,1 milhões de leitores compram livros nas feiras, gerando um movimento superior a R$ 100 milhões anuais. Os organizadores de feiras de livro estimam que mais de 10 milhões de adultos e crianças visitem as feiras realizadas no país. “Esses expressivos números mostram que as feiras atraem os olhares para o livro, o coloca em evidência, faz a cidade se movimentar em torno do evento e chama a atenção da população para a função social da leitura. E esperamos que esse público cresça com a criação do Circuito”, aposta Amorim.

Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro, lembrou que o Circuito Nacional de Feiras de Livro, chega para aproximar ainda mais os escritores, editores e leitores, na busca de cativar e qualificar os eventos. “Teremos agora uma lógica unificada para as feiras de livro, o que facilitará não apenas o planejamento e execução, como elevará a qualidade destes eventos. O mercado ganha e o público agradece”.

Projeto Caravana de Escritores

As feiras que fizerem parte do Circuito também poderão receber autores do Projeto Caravana de Escritores, que será lançado no segundo semestre pela Fundação Biblioteca Nacional. O apoio inclui a realização de seminários de formação para bibliotecários e professores, criação de Planos do Livro e Leitura nos estados e municípios e, ainda, projetos culturais de instituições vinculadas ao MinC como a Funarte, Ancine e da Secretaria do Audiovisual (SAv/MinC).

“As feiras de livro mobilizam as comunidades em torno da importância da leitura na sociedade e é a grande oportunidade para aproximar autores e leitores”, lembrou Amorim. As feiras, segundo a presidente da CBL, representam o quarto maior canal para venda de livros, logo atrás das livrarias, bancas e sebos.

Além da CBL, participam do Circuito Nacional de Feiras de Livro, como apoiadores, as diversas entidades do livro no Brasil como o Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL), a Liga Brasileira de Editores (LIBRE), a Associação Nacional de Livrarias (ANL), a Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), a Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU), a Câmara Rio-Grandense do Livro e as câmaras regionais.

SOBRE AS MINHAS LENTES:

É um projeto realmente grandioso se vermos todo o sistema e estrutura que se pretende efetivar. O PLP é mesmo necessário pois 3 a cada 10 leitores apontam o preço ou a disponibilidade de se obter novos livros como a causa principal de se interromper o habito de ler continuamente obras literárias, isso vai servi também para que aqueles fieis leitores possa criar os acervos domésticos, muito comuns em países europeus devido a cultura literata já presente e o baixo custo das obras. A Caravanas de Escritores é outro ponto que me chamou atenção pois é uma via de mão dupla, tanto serve para os autores conhecer os diversos tipos de públicos sem se basearem em apenas dados e pesquisa, como para os leitores conhecerem mais de perto as mentes criativas por trás das páginas que os encantam, eu particularmente gostaria muito de um papo com André Vianco ^^. Mas uma coisa que não posso deixar de citar é a fiscalização desses investimentos, tantos recursos e cifrões é um prato cheios para políticos corruptos, ainda mais num pais já reconhecido pela fama de exilar escritores e pensadores pelo simples fato de tentarem divulgar suas ideias.

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